Estêvão chama a responsabilidade, mas Brasil apenas empata com a Tunísia

Nesta terça-feira, o Brasil enfrentou a Tunísia em Lille, na França, no último compromisso da Seleção em 2025. O desempenho ficou muito abaixo do esperado. Embora nomes importantes como Vinicius Jr. e Lucas Paquetá tivessem mais uma atuação apagada, Estêvão voltou a brilhar com a camisa verde e amarela e se tornou o destaque da noite.
Desde o início, o Brasil mostrou dificuldade para criar jogadas ofensivas e sofreu com a marcação tunisiana. Além disso, a equipe apresentou novamente problemas defensivos, algo que marcou todo o ano.
Brasil sai atrás, reage com Estêvão, mas desperdiça a virada
A Tunísia abriu o placar com um belíssimo gol de Mestouri. Ele recebeu uma enfiada de bola perfeita de Ali Abdi, que desmontou completamente a marcação brasileira. Dessa forma, o Brasil foi obrigado a reagir.
Depois do gol, a Seleção até melhorou. O time passou a pressionar e retornou ao jogo. A recompensa veio ainda no primeiro tempo, quando Estêvão converteu uma cobrança de pênalti com tranquilidade e empatou a partida.
No segundo tempo, o Brasil teve a chance da virada em nova penalidade. No entanto, Lucas Paquetá bateu para fora, desperdiçando a última grande oportunidade da equipe. Com isso, a Seleção terminou a partida com um frustrante empate por 1 a 1 e concluiu um dos anos mais turbulentos de sua história recente.
Estêvão explica por que não cobrou o segundo pênalti
Após o jogo, muito se comentou sobre o fato de Estêvão — que já havia convertido a primeira cobrança — não bater o segundo pênalti. O jovem atacante explicou a situação e revelou que a decisão veio de cima:
“Foi ordem da… foi ordem ali. Claro que apoiei meu companheiro aqui, temos que treinar para evoluir. Em uma Copa do Mundo a gente tem que aproveitar as oportunidades. Estava com muita vontade de bater, mas veio a ordem e dei para meu companheiro. Não foi dessa vez. Agora é trabalhar.”
As palavras do jovem mostram maturidade e reforçam seu protagonismo crescente na Seleção, apesar do ano ruim do time.
O trágico ano de 2025 da Seleção Brasileira
O empate contra a Tunísia simboliza o ano de 2025 da Seleção Brasileira: instável, cheio de mudanças e marcado por episódios negativos. A temporada foi tão conturbada que contou com troca na presidência da CBF, mudanças no comando técnico e derrotas históricas.
Treinadores que passaram pela Seleção em 2025
Ao longo do ano, o Brasil teve três técnicos diferentes, o que prejudicou a continuidade e o desenvolvimento tático da equipe. Embora cada treinador apresentasse propostas distintas, nenhum deles conseguiu implementar um padrão de jogo consistente.
Troca de presidente na CBF
Além da dança das cadeiras no comando técnico, o Brasil enfrentou mais um terremoto institucional: a mudança na presidência da CBF, resultado de pressões políticas e questões internas. Essa instabilidade se refletiu diretamente no desempenho dentro de campo.
Derrotas históricas para Bolívia e Japão
Entre os piores momentos do ano, duas derrotas chocaram o país:
- Brasil 0 x 1 Bolívia, em La Paz — a primeira derrota para os bolivianos na história.
- Brasil 2 x 3 Japão, amistoso que gerou grande repercussão internacional.
Esses resultados expuseram fragilidades técnicas e emocionais da equipe, especialmente diante de adversários que antes não representavam grande ameaça.
Números totais do Brasil em 2025
O Brasil disputou 10 partidas no ano:
- 5 vitórias
- 3 derrotas
- 2 empates
Apesar de alguns triunfos, os números reforçam a temporada irregular e problemática vivida pela Seleção.



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