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Vinicius é líder técnico, mas Brasil ainda precisa de capitão, diz Dunga

Vinicius é líder técnico, mas Brasil ainda precisa de capitão, diz Dunga

vini Vinicius é líder técnico, mas Brasil ainda precisa de capitão, diz Dunga

Em entrevista ao jornal Marca, Dunga analisou a atual situação da Seleção Brasileira e comentou sobre o papel de Vinicius Júnior na equipe. Com ampla experiência como jogador e treinador, Dunga destacou que, embora Vinicius seja um líder dentro de campo, ainda não exerce o papel de liderança no vestiário, fundamental para o equilíbrio do grupo.

Vinicius lidera no campo, mas não no vestiário

“Todos podemos melhorar sempre. Quando cometemos erros, precisamos refletir, dar dois passos atrás e corrigir. Aprendi que, às vezes, quando alguém te ataca, não vale a pena responder”, disse Dunga.

O ex-técnico reforçou: “Vini é um líder técnico, futebolístico, mas não é um líder de vestiário. Ele lidera dentro de campo, faz jogadas e avança. No entanto, o Brasil ainda precisa de alguém que guie o grupo fora das quatro linhas.”

Casemiro como possível líder de vestiário

Dunga comentou sobre quem poderia assumir a responsabilidade de liderança fora de campo:

“Pode ser Casemiro, ele é necessário. Colocar essa responsabilidade sobre Vinicius não seria bom para ele. A diferença entre o Real Madrid e a Seleção é clara: no Real Madrid, Vinicius só se preocupa em jogar, porque existem outros líderes que assumem esse papel no vestiário. No Brasil, ele precisa lidar com mais pressões e responsabilidades”, explicou.

Portanto, Casemiro surge como candidato natural para exercer a liderança de vestiário e equilibrar o grupo, permitindo que talentos como Vinicius se concentrem no desempenho dentro de campo.

A situação de Rodrygo no Real Madrid

Dunga também analisou a falta de minutos de Rodrygo no clube espanhol:

“O que acontece é que, com Xabi Alonso, tudo mudou. Com Ancelotti, havia um ecossistema em que ele controlava tudo. Agora é diferente. As ideias de Xabi são distintas e o jogador precisa de tempo para assimilar essa nova filosofia”, comentou.

A importância do tempo de jogo para Endrick

Sobre o jovem Endrick, Dunga destacou:

“É um grande problema. Quando você é jovem, precisa jogar. A única forma de evoluir é jogando, não apenas treinando. Se Endrick não entrar em campo nos três jogos da semana, perde quatro ou cinco horas de competição. Assim, não é possível evoluir. É como um piloto de avião: precisa acumular horas de voo para amadurecer. Ele precisa jogar mais.”

A trajetória de Dunga na Seleção Brasileira

Dunga é um dos nomes mais respeitados do futebol brasileiro, tanto como jogador quanto como técnico.

Como atleta, foi capitão do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, sendo referência de liderança e determinação em campo. Além disso, venceu a Copa América de 1989 e 1997 e conquistou medalhas olímpicas, incluindo a de bronze em 1996.

Mais tarde, como treinador, comandou a Seleção Brasileira entre 2006 e 2010, conquistando a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009, além de levar o time às oitavas de final da Copa do Mundo de 2010.

Portanto, sua opinião sobre liderança e gestão de jogadores carrega autoridade, fruto de uma trajetória vitoriosa e experiência prática em campo e no comando técnico.

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